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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Sem subterfúgios nem argumentos

João-Afonso Machado, 13.03.19

No cruzamento das ambiguidades da vida, estão as pombas, somente pedindo um pouco de grão. Jamais um pombal tem esperteza além da espontaneidade. Não exige nem negoceia, arrulha. As pombas poisam tanto mais quanto menos queiramos delas. E são uma presença ininterrupta em viagens longas, como no despertar todos os dias. Migalhas, migalhas, anseiam, geralmente atiradas pelos autoctones. As pombas abandonam-se nas mãos de Deus.

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A desconfiança dos patos reais é maior. O seu gosto pela paparica igual. A distância a que se mantém, é decerto mais notória,  simples timidez, uma nada de vaidade no espelho das águas. como todos os espelhos, a reflexo do silêncio, incapaz de imposições ou ultimatos.

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São tudo sinais que a Natureza fornece. Uma lição. Mesmo porque os animais vivem geralmente por si. Os milénios criaram o instinto - para si. Desassombradamente interesseiros no que toca ao prato, conciliados connosco se o enchemos. Sem políticas.

É por isso: quando uma pomba nos pedir dormida ou boleia; quando um pato nos mandar calar, então o mundo estará em viragem. Ou em fundamental viagem. Até lá, citadinamente, o equilíbrio reside nos jardins públicos.

 

 

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