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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

No regresso do macacal

João-Afonso Machado, 24.10.15

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A primeira conquista da Esquerda Unida: o segundo lugar da hierárquia do Estado. Outra vez no modo revolucionário a que nos teremos de habituar.

O incensado: Ferro Rodrigues, se fosse cognomizável, o De Cócoras. Depois das palmas, da sinalética do triunfo e de um pensamento para as mordomias alcançadas, o discurso sem precedentes. Nem prudência, espírito apaziguante, eloquência, cavalheirismo. Sob a lengalenga da igualdade, a clivagem óbvia entre nós e eles.

E por isso, contundentemente, Fernando Negrão o classificou um discurso «do PS, até do PCP e até do BE». Ferro não soube manter «uma posição de equidistância» nem «o cumprimento rigoroso de uma pose de Estado». Para o que, parafraseando-o, ele mesmo, se estará cagando. Fica a para a História, literalmente, pela fealdade. Nunca outro antes empossado neste cargo passara por tal.

Oportuníssimo, a propósito ainda, o final da intervenção de Nuno Magalhães: «não estou certo de que vestiu o fato de presidente da Assembleia da República»...

Fê-lo, porém. No jeito simiesco e gutural que lhe é indissociável. E alapou-se já no cadeirão lá em cima. Prossiga a República!