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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Jacobinices

João-Afonso Machado, 09.03.14

O Diário de Notícias teve hoje a preocupação de procurar um homem respeitável e entrevistá-lo. Escolheu - e muito bem - António Barreto. Um percurso político que fala por si, sobretudo quanto a lucidez e isenção. O tema, como não podia não ser, era Portugal.

E de toda essa conversa ao longo de quatro páginas, ressaltam dois momentos fundamentais: a necessidade de uma verdadeira reforma do Estado, só possivel mediante o consenso dos dois partidos maiores - consenso esse que, está visto e por António Barreto revisto, ambos os partidos não querem - e o atraso com que a Troika interveio em Portugal.

Nas palavras do entrevistado, tão tardiamente que «a guilhotina já descia» sobre o nosso pescoço de portugueses. Alguém, todavia, terá «metido a mão» (na lâmina?) a tempo de evitar a decapitação. O resto da história prossegue com uma Maria Antonieta muito desfigurada, cambaleante, mas ainda assim sobrevivente e poupada à «bancarrota».

Poderemos discutir quem salvou a Maria Antonieta in extremis. Até pode ter sido um qualquer equilíbrio resultante do entrechoque das forças governamentais e oposicionistas... Agora sobre quem accionou a guilhotina não restam dúvidas - foi José Sócrates. Após o que fugiu para Paris, repetindo, embora em sentido inverso, o percurso de muitos facínoras da Revolução Francesa.

E ele vai estar nos ecrãs da televisão daqui a duas horas, mentindo uma vez mais a quem ainda o quiser ouvir.