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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Hoje, na Casa das Artes

João-Afonso Machado, 05.03.16

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Esta tarde a Casa das Artes foi um breve retrocesso no tempo entre nomes já quase esquecidos de colegas e professores. Tudo na inauguração de uma exposição de aguarelas, em redor de uma esplêndida e bem regada bôla de carne.

A memória precisa de alimento assim. Desta ginástica feita nos intervalos das bocas cheias. Depois, aquecidos e activados os músculos, começam os personagens a abrir os olhos, os episódios a falar, mãos que se dão, malha que se tece. Enredos completos. Abraços, uma pontinha de emoção.

A apimentar a bôla de carne, o facto de a artista ser a Mulher do meu professor de Português no liceu. É, a caneta cavalga já, e eu a queixar-me de que ela andava com bicos de papagaio!... Mas chibatam-na visões, o fatinho do professor, o seu Toyota e a extraordinária intuíção didáctica, como as aulas lhe saíam bem, e volta e meia as varadas, - quando a tropa se sublevava - a justeza das suas avaliações, o exagêro da boca-de-sino, moda era moda, coisa santa... Eia!!! (Rédea curta puxada firme). Eia lá!!! Alto!!!

Sente-se o suar da correria. Hei-de voltar com o vagar de horas e horas dos treze, catorze, quinze anos. E uma carripana qualquer tirada a uma parelha, para carregar mais. - Mestre - assim que me vi homem feito passei a tratá-lo por mestre; foi-o, sem dúvida alguma - Mestre, vou traçar-lhe o retrato na minha próxima crónica do jornal. - Pois sim, pá, diz depois quando sair.

 

 

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