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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Avis

João-Afonso Machado, 21.07.19

É ainda o norte do Alentejo, longe vêm as demoradas campinas dourando ao sol. E para trás ficou muita água de rios e barragens. A elevação em que se pendura a histórica vila de Avis surge inopinadamente, quase no dobrar da curva, assim tal fosse possível nas planuras desta região.

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Prossegue o ambiente aquático, são muitas ribeiras, alimentando-se umas às outras. Não obstante o calor, Avis parece tomar uns bons banhos e recolher depois à discrição dos seus arruamentos. Como sempre, virgens de qualquer maldade arquitectónica.

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No topo, o castelo, um vasto terreiro diante dele. São lugares e tempos de história empolgante, ainda mais empolgante nas imediações da igreja e convento de S. Bento de Avis. Evidentemente trata-se de um andar metálico, a bainha da espada chocando nas protecções das suas pernas, esse som do Passado cujo eco perdura - é o Mestre, é o Rei da Boa Memória, o nosso D. João I.

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E não S. Ex.cia o Presidente da Câmara (as cores políticas ali predominantes são as das carnes em sangue...) ou o pobre Almirante Cândido dos Reis, cujo nome é o dessa monumental praça. Enfim, mandam os de lá, compete-lhes ajuizar sobre quem mais fez por todos...

O mosteiro, lamentavelmente, mantém as suas ruinas bem escondidas atrás do edifício da municipalidade, que também foi seu. Ruinas voltadas ao mundo de fora, alcançáveis por quem vem na estrada, talvez carregadas de lágrimas tristes que também  sustentarão as ribeiras em redor.

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Roçando nelas mais casario. Avis gagueja e explica-se pior neste capítulo, não admiraria essas pedras esquecidas ainda permaneçam como defesas contra inimigos imperialistas. Mas o Alentejo é imenso, e isso bem se nota através de uma das antigas portas desta vila:

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Até onde correrão esses arruamentos,  a vastidão das sementeiras e dos olivais que se lhes seguem? Avis afinal aberta de par em par, capaz de ir sempre, só parando na extremidade sul portuguesa.

 

 

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