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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

8 de Dezembro

João-Afonso Machado, 08.12.10

É sempre complicada a relação de um crente com Deus. Porque O sabemos omnipresente e omnisciente, mas, quando muito, apenas ouvimos a sua voz cava, ressoando na nossa consciência. Deus é grande demais para que, com Ele, possamos estabelecer uma ligação emocional. E a Sua obra - o Universo - como compreendê-la na ausência de limites das galáxias? Talvez somente através da afirmação dos fisicos - acerca dessa realidade - em expansão constante e acelerada - adquiramos a noção de que jamais atingiremos os contornos do fim, senão mesmo da irrealidade do espaço.

O Criador quis, no entanto, chegar mais perto das criaturas. Na nossa Cultura, através do seu Filho, feito Homem, Jesus Cristo. Estabelecendo acessiveis pontes de diálogo com alguém que, como nós, nasceu, viveu, sofreu e morreu - deixando-nos a promessa da Ressurreição.

Por fim, o Criador manifestou uma especialíssima delicadeza para com os latinos - dando-lhes uma Mãe, de quem veio ao mundo o Prometido, - Maria.

É do jeito que podemos deixar em sossego a Teologia e nos agarrarmos com devoção, com carinho, com amor, a Nossa Senhora, Mulher, Mãe, humana, bondosa, piedosa.

Na Maternidade-Assunção-Conceição de Nossa Senhora, o Bispo do Porto, D. Manuel Clemente (Portugal e os Portugueses, de Assírio & Alvim, para quem quiser lêr), estabelece uma comovedora simbologia do percurso do nosso Povo na História. Assunto para outro dia, porventura.

Por hoje, apenas o assinalar da Imaculada Conceição de Nossa Senhora. Da Rainha de Portugal, da nossa Padroeira.

Da Padroeira da minha Família. Ouvirei e cantarei o seu hino, sempre com um nó na garganta:

«Salve, nobre Padroeira / Do Povo, teu Protegido, / Entre todos escolhido / Para povo do Senhor / Ó glória da nossa terra / Que tens salvado mil vidas, / Enquanto houver Portugueses, / Tu serás o seu amor».