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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Irresistivelmente

João-Afonso Machado, 09.01.14

Não esquece aquela onda formidável irrompendo pela Foz do Douro, branca de uma espuma furiosa e indiferente ao alarme de quem assistia à tempestade. Imagem única, ou quase única, como o são as dos cometas, uma década por outra vagueando no firmamento ao alcance da visão terráquea.

A Natureza distingue mal entre o belo e o maléfico. Ou entre o grandioso e o destruidor. Esses momentos ímpares em que se chora a máquina fotográfica não esteja lá, para que dia, que milénio, uma nova oportunidade?

É, a máquina fotográfica não estava lá. Caso contrário, decerto passaria além do perímetro traçado pela Protecção Civil - é só um retrato, um instantinho, é só ir ali...

E assim, nesses aparentemente inocentes instantinhos, quantas vezes reside a desgraça! Ou, pelo menos, o triste fim da máquina - uma já desse modo foi... - afogada, as entranhas fulminadas pela água salgada. Mas como resistir a tal magnete? O que não valeria a cobiçada fotografia da onda monumental, como de outra não há memória?

 

 

 

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