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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Não é messianismo, mas quase

João-Afonso Machado, 05.12.13

Na forma usual, começa agora a falar-se em algo em que sempre acreditei: Rui Rio voltará à política activa. Temos, entretanto, de, pacientemente, deixar a tropa da Imprensa e dos partidos prosseguir as suas habituais encenações. São as conferências, os grupos de reflexão, o diz que sim, mas não, ou talvez. Os desmentidos e as confirmações. O repúdio manifestado por a quem a ideia desagrada, o júbilo dos seus apoiantes. E o silêncio expectante até à explosão da boa nova. É sempre assim.

Certo é, o PSD agita-se já. Nem Passos Coelho ficou calado, reiterando a sua recandidatura.

Ora, Rio (cuja filiação partidária nada me interessa) personifica o político que Portugal necessita. Talvez por não ser, justamente, político. Ou melhor: politicamente correcto.

O seu desempenho à frente da Câmara Municipal do Porto demonstra-o. Nada lhe custa dizer tão-só o que pensa. Nem tomar as medidas que achar as mais indicadas, indiferente à sua impopularidade. Acresce saber fazer contas, e não ser do género de descontar para o seu próprio bolso.

Provavelmente, haverá que aguardar pela inequivoca derrota eleitoral de Passos Coelho em 2015 (se lá chegar). Mas a garantia de uma oposição honesta, que então encabeçará, é já um ótimo augúrio. E com um PS sem saber o que fazer ao País quando chegar ao Governo, mais as suas lutas intestinas, talvez não tenhamos de esperar pelo longínquo 2019 para gozarmos, enfim, um 1º Ministro como deve ser.

 

 

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