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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Eanes

João-Afonso Machado, 25.11.13

No passado sábado, em colóquio a que já fiz referência, tive o gosto de interpelar o General Pezarat Correia após a sua comunicação. Em termos sumários, dois pontos marcaram a minha discordância do seu ponto de vista, esclareça-se que incidente sobre a violência entre o 25 de Abril e o 25 de Novembro: queria o Senhor General a violência partiu das forças contra-revolucionárias; queria o  Senhor General, também, o MFA soube gerir o conflito e manter a barcaça no seu rumo, sem adornar nem à esquerda, nem à direita.

Lá tive de pedir o microfone para lhe lembrar que, aqui na terrinha, a sede do CDS foi desvastada em Março de 1975, e a do PCP somente em Agosto seguinte, depois de muitos atropelos dessa minoria à liberdade dos meus conterrâneos.

E, já agora, recordei ao Senhor General, no tremendo episódio do ataque ao bastião comunista, duas pessoas tinham morrido - ambas baleadas por militares entricheirados lá dentro, junto dos "sitiados". Já agora, também, na antevéspera do 25 de Novembro, um seu camarada de armas almoçara cá, em conhecido restaurante, com um grupo de civis, no intuito de assegurar todas as defesas possiveis face à ameaça de uma guerra civil.

Era um oficial absolutamente ligado e da confiança do Grupo dos Nove, e os ditos civis, na altura pulando a fronteira, ora na Galiza, ora em território nacional, se calhar pertenciam ao «famigerado» ELP. Tudo isto conforme indicações que o mesmo me forneceu.

Narro o episódio, desde logo porque soberanamente me irrita o falsear dos factos históricos. Se houve contra-revolução foi porque houve necessidade de ter mão nos excessos da revolução. Do PREC.

E acho-o não despropositado na justa medida em que hoje se homenageou o General Eanes. Um homem que eu fui aprendendo a admirar. Afinal - ou finalmente... - uma entidade séria nesta nefanda República. Que sem grandes ondas, desprezando o protagonismo, ainda agora apela ao «norteamento ético» das nossas gentes. 

É que podia aproveitar a deixa para questionar se os governantes... espera-os ou não o marmeleiro pelas costas abaixo.

É assim, pá! Não é, pá?

 

 

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