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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Sob a poeira da mentira

João-Afonso Machado, 23.11.12

«Enquanto à inviolabilidade do chefe do estado oferece-nos expor o seguinte:

Há um cidadão a respeito do qual é permitido ao jornalista mais timorato ou mais covarde escrever quotidianamente as alusões mais aviltantes, insinuar as calúnias mais pérfidas, apontar os insultos mais profundos, sem o mínimo risco de que o agredido tente no dia imediato esbarrar a cabeça do agressor sobre o delito respectivo. Esse cidadão é o rei.

Difere singularmente da educação dos outros homens a educação dos reis constitucionais. Os outros homens desenvolvem a sua razão para acertarem com a escola de uma religião ou de uma politica; o rei cultiva a sua razão unicamente para a sujeitar à política e à religião que lhe derem.

Os outros homens criam as suas ideias para as fazerem combater e triunfar; o rei dispõe as suas do modo mais conveniente para poderem submeter-se às ideias estranhas».

(Eça de Queiroz, As Farpas, Julho de 1871).

 

E, no entanto, decreta a verdade histórica oficial:

- Em Monarquia seriamos todos súbditos, uns escravos, afinal;

- A liberdade de expressão de pensamento, mormente através da Imprensa: uma conquista da República; 

- O Rei enchia a pança. O povo morria à fome. A educação servia para manter esse status quo;

- A Coroa impunha. Nós submetiamo-nos;

- Mário Soares e os seus antecessores e sucessores é que são bons;

- António Reis e a longa lista de maçons, passados, presentes e futuros, são e serão, sempre, uns profetas e libertários. Portugal é-lhes devedor.

Lá que Portugal é devedor, isso é...

E o nosso velho Eça ia dizendo de quem não.

 

 

 

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