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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Um casório comme il faut

João-Afonso Machado, 28.08.12

Foi um inesquecível casamento, o da Paula, a nossa secretária há vinte anos atrás. Todos os colegas receberam o seu convite, cabendo a mim a honra de apadrinhar o acto, juntamente com o meu primo Fernando T.

A Paula era orfã de pai e fez muita questão de ser levada ao altar pelo padrinho. Pelos padrinhos, os dois, porque, coitada, não se sentia capaz de preterir algum. E assim a conduzimos, eu e o Primo Fernando, um de cada lado da noiva, quais galhetas do galheteiro, até junto do seu Zé e do oficiante.

No fim, o arraial do costume. Os automóveis envoltos em gaze e tecido branco, as buzinas a apitar e o cortejo rumando Leça da Palmeira, onde foi servido o copo-de-água

Confesso, não ia preparado. Esquecera tais adornos. Mas foi o tempo de pedir umas fitas para os retrovisores e para a antena, uns trapitos entalados nos vidros das portas, e de me agarrar desenfreada e solidariamente ao claxon.

Era Agosto e dali seguiria para Vila do Conde, terminada a festa. E, correndo esta tão bem, achei devia prolongar a euforia matrimonial da nossa Paula. Assim entrei em terras vilacondenses com o meu carro (não, não era, nunca foi, uma limusine...) decoradissimo, a gaita a berrar ensurdecedoramente e eu de janela aberta, o cotovelo de fora e um charutaço entre os dentes.

Nunca percebi porque amuou depois comigo a minha família mais próxima...

 

 

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