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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Quando tanto depende dos pés

João-Afonso Machado, 11.06.12

Há quantas horas marchamos? Um olhar esquivo cai sobre a interrogação e o pensamento, dando-se conta da impertinência, ala-se e poisa junto ao tordo, umas ramagens além. A competir com ele em trinados para o ar.

Porque todo o cuidado é pouco e a maceração dos pés tende sempre a subir à cabeça. Seria o fim, então! A mente com bolhas, dorida, acossada por quantas pedras soltas povoam os caminhos da vida... Daí à desistência seria o tempo de um breve descampado sob os efeitos do sol ardente ou da chuva. Ou a inconcebivel situação de um par de botas calçado nas orelhas.

Durante muitas e muitas horas, o belo e o horrendo, o casario e o arvoredo, os riachos ou a secura, toda a muita fauna do caminho, vertebrada ou invertebrada, embalarão o espírito, transportá-lo-ão ao imaginário, nos confins do reino feliz da curiosidade. Ou da oração, para os que já dominam esse dialecto. Deixando às pernas e aos pés o encargo de suportarem sozinhos as agruras do terreno e da cronometragem. Conforme a directiva inicial: respiração funda e lenta, costas direitas e passada larga - pausada mas larga, sobretudo nas subidas, onde existir é supostamente mais dificil.

Assim se caminha e se fotografa o ritmo que nos calha viver.

 

 

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