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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Perenemente - o sável

João-Afonso Machado, 26.04.12

Este rio que eu queria fosse outro o meu vizinho, limite sul da minha terra, a única que concebo ser minha, tem as suas delícias. Tem as memórias do que teve - e tem o sável. E os saveiros e a festa dos ribeirinhos e dos minhotos de gema, mais os amigos de sempre. Este ano foi em Arnelas, V. N. de Gaia, estranho buraco junto ao Douro, um misto de prédios em escadinha, vindos do lado de Avintes, e de água vasta, cá em baixo, a calar o bulício no topo. Pelo meio, a ciência culinária do Sr. Rodrigues.

O sável foi trazido do fumeiro. Esgaçado como um porco, a gente a ver tirarem-lhe a casca, as espinhas fugindo, levadas pelo fumo, a secura a pedir molho e o inevitável refresco. Numa mesa grande, enorme, organizada pelo Hernâni, e sem pressas, demorada. Não há igual no País inteiro, diga-se em abono desta margem não nossa, isso é garantido.

Como não tem par estes momentos em que, parentes e amigos, todos se revêem amigos e parentes.