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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

No lugar onde não me apanham: na Moral

João-Afonso Machado, 06.06.20

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Sendo a História a grande mestra da vida - como já Tucídedes anunciava - havemos de ler os Evangelhos sempre  na cortesia e no respeito devido a uma simpática, imortal, obra lírica. Com todo o aprumo. Mas sem jamais esquecer o pragmatismo, mesmo a severidade, do aludido velho mestre ateniense.

Por isso, a relatividade do perdão. Está bem - levas numa face, ofereces a outra. E por aí ficamos. O perdão é uma segunda oportunidade que se dá; se for uma terceira, já é uma fraqueza; uma quarta, uma loucura, uma obscenidade até - de todo o jeito um péssimo exemplo, mesmo um mal praticado contra a sociedade.

Pensar que as coisas são assim nem é necessário. Basta atentar no dia-a-dia, uma caterva de perfídias que receiam os candidatos ao Nobel do Bem, o galardão que por isso nem existe - e o da Paz tanto se atribui a quem tanto fez a guerra para pacificar.

Onde houver paz há disciplina. Consideração. Igualdade no trato.

Em nome do Coração, entreguem-se as chaves da casa à Razão.

Se tudo isto é uma heresia? - Talvez me engane, mas heresia serão os dez pecados mortais arrolados nas Escrituras, quotidianamente zurzindo, pelos piores, as costas dos menos maus; e mais e mais. Eles não merecem, e a sua defesa só pode consistir em abdicar de parte da sua complacência. Sobre as normas morais, vive o ser humano e mesmo o rigor de Cristo dizendo que os seus braços não são para todos. Só para os predispostos a aceitar, mais, falha, menos falha, as regras fundamentais.

Afinal,  o princípio básico: devemos ao próximo o que ele nos deve a nós.