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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Praia de Cortegaça

João-Afonso Machado, 04.02.17

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Viagens já ali num tempo longo, carregado até lá longe. Uma praia de um ano inteiro de bons repastos, pela primeira vez uma praia sob tempestade. Deserta, no areal e nas ruas, como convém ao ventar da memória.

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Foi quase um choque. Pelo menos um travar a fundo no presente e em tantas alterações. Não sei mais falar de Cortegaça. Aliás, por muito que procurasse aquele casarão azul de olhos para o mar, não consegui descobri-lo. Havia um terreno amplo, forrado de chorões, com um baloiço para as crianças e um alvo de tiro de pressão-de-ar. E a marginal, um arruamento onde bastava circular. As construções amadeiradas parecem querer impor a marcha atrás mediante sinais de sentido único. Ficou criado o labirinto.

E deve ter sido isso que deitou fora os baloiços das crianças, sempre lineares nas suas manifestações.

 

 

El-Rei

João-Afonso Machado, 01.02.17

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O pior de tudo são os discursos. Por isso, o essencial apenas. D. Carlos, um rei amado pelos portugueses e o alarme em consequência generalizado entre os republicanos. A sua morte e a do Princípe Real. Traiçoeiramente baleados à Sua chegada a Lisboa.

Foi em 1908. Em 1921, no famigerado episódio da "camioneta fantasma", eram igualmente assassinados alguns dos principais fazedores da República. Quem se lembra deles, quem os chora ou sufraga?

A resposta a estas interrogações está em nós. Na Nação portuguesa. Não, não falo em titânicos lances históricos de bravura, sequer em alguma maçadora lista de valores e deveres pátrios pelos quais é forçoso morrer, se necessário... Disse - falo em nós. Nos nossos dias, ontem, hoje e amanhã. No muito que a pessoa do Rei nos segreda ao coração de opositores do Estado e dos seus próceres. Jamais em república um presidente conseguirá (mas parece haver os que tentam...) o povo siga voluntariamente um ideal e se sacrifique por si mesmo. Por aquilo em que já não acreditamos - o nosso futuro, enfim. 

 

 

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