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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Castro Laboreiro

João-Afonso Machado, 01.09.16

CRUZEIRO.JPGFoi sede de concelho quando a organização administrativa de Portugal ainda não era desenhada a regra e esquadro nos gabinetes dos ministros. Mas talvez Castro Laboreiro não se tenha incomodado muito com tão abstrusas inovações. A vida prosseguiu sem grandes sobressaltos naquele planalto da serra da Peneda e a igrejinha local agora mesmo é a sua "Matriz". Assim como o pelourinho parece continuar a dar ordens e o granito também. Entre as fragas circundantes, urgia selecionar um passeio.

As ruínas do castelo, num cabeço que bem se avistava cá de baixo, do centro da vila, ergueram-se a hipótese mais viável. Não isenta de vertigens nem dos tambores cardíacos, mas sempre tentadora. Fomos.

CASTELO.JPGNão doeu. Deixou somente a saudade dos anos ágeis em que o corpo correria, em vez de pausar os movimentos, esquecendo mesmo de disciplinar a respiração. No regresso seria o tempo de dar algum polimento à barriga das pernas. 

APARIÇÃO.JPG

Sobre a fauna daquelas bandas outros mais especializados, também membros da expedição, melhor poderão falar. Havia visitantes em número suficiente para os ares se despovoarem de aves de bom porte, mas entre as estevas a animação era muita e diversificada...

Por fim, os inquestionáveis vestígios das muralhas. Restava descer, tornar à base.

CASTRO LABOREIRO.JPG

Antes, porém, um olhar derradeiro sobre a vila de Castro Laboreiro. A cratera de muitos séculos de uma identidade sem par. Possivelmente um dos escassos, quase extintos, lugares de liberdade da também pouco visivel Nação portuguesa. Em pedra genuína, sem imitações, e gastronomia condizente.