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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Da austeridade à miséria

João-Afonso Machado, 01.07.15

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O clima náo ajuda, amolece, é uma economia tuk-tuk. A corrupção passeia-se à vontade por toda a parte. E os gregos esqueceram, o seu grande inimigo sempre foi o Fisco. Agora, dizem, é a "austeridade". Este um excelente caldo de cultura para a tolice ideológica.

E, seis meses volvidos, o País acordou esta manhã com 120 euros para cada pensionista. Na miséria! Esclarecerá a Esquerda, sempre intelectual, são os "ossos do ofício". (Os engulhos da Revolução libertária...). Era-o, precisamente, a "austeridade". Se o gregos não se deixassem embalar no canto de sereia de Tsipras & Cª (a qual, incrivelmente, inclui os radicais Independentes de Panos Kammenos!), nem o legitimassem pelo seu voto, optando pela dificuldade menor e por arregaçar as mangas até dias melhores.

O País acordou, também, cada vez mais dividido. Talvez menos iludido... Sai ou não sai da Zona Euro e da UE? O Syriza (e os Gregos Independentes) lançaram o referendo. A aposta é no temor dos efeitos do Grexit e do reforço do poderio russo. A um "não" firme europeu, já se percebeu, Tsipras ficará sem alternativa. O referendo vai dar-lhe que fazer: a sua guerra passará a ser com o seu próprio povo. A quem terá de explicar a míngua total a que o conduziu.

Uma guerra, acrescente-se, bastante mais sangrenta do que a mantida estes meses com as impiedosas forças de cá. O povo grego é, efectivamente, a grande vítima. A cobaia. Igual sorte nos esperaria se Portugal caísse nas mãos da D. Catarina ou do Sr. Tavares, ou dos dois juntos e de todos os lunáticos de que se rodeiam.