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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

A pândega

João-Afonso Machado, 27.01.15

Há alguns senhores que se intitulam "nacionalistas" e vivem na extrema-direita do espectro político português. Têm imensas ideias salvíficas, incluindo a ressurreição de Salazar e o abandono da União Europeia. Não são imensos, na liguagem gráfica uns zero vírgula qualquer coisa entre o eleitorado não abstencionista.

Pensemos. Sopesemos a euforia do nosso paroquial esquerdismo se, por conveniência, o PSD ou o CDS optassem por uma coligação governamental com os referidos cavalheiros.

Na Grécia, não obstante, o Syriza em coisa de uma hora coligou-se com os parentes helénicos dos nacionalistas portugueses, até anteontem rotulados de neonazis e apontados como detentores - falo de deputados - de um curriculo criminal diversificado; hoje baixaram, porém, à inócua condição de "nacionalistas" e de "militantes da Direita". Nos jornais da nossa malta.

Temos, pois, os "nacionalistas" e os - quê: "extremistas", "esquerdistas"? - do Syriza unidos no propósito de derrubar a Troika. Para o que apresentam esta arma infalível - negociar com a dita Troika. Mais: vangloriam-se de imposições imediatas - à Troika; e pedem tempo - para concretizar a dita negociação.

O suave "nacionalismo" do Axel, entretanto, já explicou opor-se à imigração e ao "multiculturalismo", do mesmo passo que reclama uma reforma do sistema educacional fundamentado na ortodoxia cristã. Muito concordantemente, Tsipras recusou prestar juramento sobre a Bíblia (algo inédito na Grécia) na tomada de posse como chefe do Governo.

Vai ser uma pândega...