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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Asneiras

João-Afonso Machado, 09.04.14

É muita palha para esta manjedoura. Quase um arrependimento sem direito a penitência nem perdão. Quão melhor teria sido deixar as fotografias sairem apenas intuitivamente, assim como quem dispara à meia volta a acerta no alvo! Ficava o brilharete entre os comuns mortais, qualquer temor reverencial, porventura. O diabo foi querer entrar no domínio restrito da arte e da ciência, na decifração de tantas siglas e na utilização de ainda mais botões e aplicações. E entender as leis da Fisica prenhes de significações estranhas como a abertura, a velocidade - numa máquina sem motor... - a sensibilidade ISO, ou o momento adequado a cada modo, aquelas escalas numéricas, os retratos pincelados cada um borratando de cores impróprias as melhores intenções do praticante, os seus mais denodados esforços de benfazer...

É martírio para uma Semana Santa inteirinha. Um calvário de enigmas. E longe vem o tempo dos tripés e dessas objectivas que parecem trombas de elefante... Mas como não, se o sonho de uma vida é fotografar passarinhos no cimo das árvores?

Restam as cábulas. De tão prestigiosa instituição remontando aos inóspitos tempos do liceu e da faculdade. Oh! melro, espera lá que eu tenho aqui um papelinho e o professor está de costas agora...