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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Pontes, pontes, províncias à parte

João-Afonso Machado, 02.01.14

O Minho chega mesmo à margem e acaba aí; os durienses são os do lado de lá. Assim o determinaram os séculos, uma conta infinda deles e de barcas, as incontáveis travessias tantas vezes impossiveis por via das intempéries. Quanto estranhamos hoje esses amplos períodos de incomunicabilidade, aquela voraz massa de água impedindo o tráfico de mercadorias e de amores!

É como contava o grande Camilo nas suas Novelas do Minho, a páginas tantas (in Maria Moisés): «os festeiros do Minho brigaram com os de Trás-os-Montes, segundo o bárbaro estilo daquelas romagens. O tiroteio de ambas as margens do Tâmega principiou às dez da noite. Ao romper do dia, os turbulentos acometeram-se peito a peito de clavinas engatilhadas (...)».

E por aí fora. Se assim era no risco traçado pelo afluente, mais acentuadamente seria no fosso profundo cavado pela vastidão do Douro.

As muitas pontes entretanto construídas desanuviaram o ambiente alfandegário dos cais do Passado. Circula-se livremente e com a maior facilidade.. Aliás, Portugal gosta de ser percorrido e está aí para se dar a conhecer. Mas não tentem a regra e o esquadro administrativos diluir em distritos a identidade das velhas provincias da nossa nacionalidade. O Minho é e será sempre o venerando Antre-Douro-e-Minho.