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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

À espera de quê?

João-Afonso Machado, 22.12.13

Se é verdade, é notável e o grande problema só não ficará resolvido porque não se quer. Falo de dinheiros. Mais propriamente dos 368 milhõres de euros que, diz-se, as empresas públicas gastam por ano em suplementos remuneratórios, correspondendo a 13,4% dos gastos totais com o seu pessoal. Uma verba que o Tribunal de Contas dispõe devidamente descriminada e onde só na rúbrica "mais regalias" se inscrevem 81 milhões de euros.

Trata-se - diz também quem saberá - de uma importância equivalente à que terá de ser (aonde?, quando?) descoberta para compensar o chumbo da «convergência de pensões» pelo Tribunal Constitucional.

Assim sendo, porque não acorrer de imediato a esta porta aberta?

Estranho (e aliciante...) mundo, o das empresas públicas, sem dúvida!...

 

 

 

Passeio no Parque

João-Afonso Machado, 22.12.13

Assim vagueiam as minhas ideias, indiferentes à chuva miudinha que me retem em casa, longe do espírito e de ti, ambos no Parque, conversando, conversando, conversando interminavelmente.

Estou a vê-los daqui. Oiço-me a contar a Reconquista Cristã, como se de cruz em riste, minha moira encantada, encandeia-me o teu olhar divertido - és terrível! - e, pela enésima vez, repetes - és terrivel, tu! Topando, é claro, que também eu venho descendo das serras em aventuras pelas planícies, batalhando pelo que já foi meu. E, carreirinho fora, há gestos atirados ao ar, planos, surpresas, comparações, algum temor, sonhos e promessas, prenuncios de animação. Vejo-me descontraído e tu atenta, enquanto a Tareja já navega no lago atrás dos patos e Mécia ladra na margem, indecisa como eu gostaria não fosses. O vigilante do parque deve estar de férias, hoje folgam as trelas, há um sorriso teu muito perto de mim.

Carreirinho fora, vejo-nos daqui. Se calhar passeando apenas ilusões. Mas já não as tuas desilusões. Porque, acredita, te quero feliz, longe delas.