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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Futebol, o rei

João-Afonso Machado, 12.12.13

J:\FOTOS\V. N. FAMALICÃO\CIDADE\FAMALICÃO-SPORTI

Depois de cada dia D, ao longo da semana, tendencialmente todos os dias da semana (sendo que ao domingo - estou a falar de futebol - cada vez se descansa mais), o País pára à noite e escuta. Escuta a sabedoria imensa dos comentadores da bola, através de uma oferta diversíssima em não sei quantas opções da Televisão.

Dediquei ao tema alguns minutos da minha atenção para entender o que se passa. Basicamente, a avaliação da forma deste ou daquele jogador, os famosos «casos», em que a exaltação de ânimos salta relvados e bancadas para o meio-campo dos intervenientes no debate - e tudo por causa de um penalty ou de um árbitro aterrado, escondido, alvo da fúria incontida de multidões; a argúcia dos treinadores, a antevisão da emocionante «chicotada psicológica» fazem também a delícia dos ditos eloquentes comentadores.

Quanto a estes, de tudo um pouco. O futebolista de outros tempos, aposentado e habilitado em conversa; o coach precavido, atento aos rumos possiveis de um futuro sem presente entre as hipóteses futebolísiticas... e o filósofo. O omnisciente filósofo! Aprimorado, abrilhantinado, garridamente engravatado, um gavetão imenso de dados, estatísticas, memórias, referências. Um autêntico computador, até em parecenças físicas.

Assim, se bem alcanço, milhões de portugueses passam os seus serões. Pregados ao televisor e a semelhante palração. Na qual, aliás, há já muito político a marcar golos, quero dizer, a não se deixar passar despercebido. Restará saber se o futebol é um trampolim ou um estaleiro desta gente oriunda dos partidos.

Feitas as contas finais, a coisa é fácil: basta a subscrição do Sport TV e todo o dia e toda a atenção nos jogos. Um bloco-notas e uma contabilidade simples: quantos passes fez um craque, quantos remates errou o outro...

O pior (para eventuais aspirações profissionais que me assolassem..) é que uma boa companhia,  uma revista de automóveis clássicos, a traiçoeira soneca, tudo contribui para a minha inaptidão na matéria.

O que não tira o futebol seja rei e Oliveira Salazar, pelos vistos, tivesse razão. Conforme lha reconhecem as administrações dos canais televisivos.