Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Das margens do Liz

João-Afonso Machado, 10.11.13

«Esta formosa terra/Situada numa planície fresca e deleitosa/A uma rocha íngreme encostada/Donde o Castelo a mostra mais formosa (...)» é Leiria, cantada pelo quinhentista Rodrigues Lobo, seu nativo e díscipulo de Camões. É certo, talvez não se entusiasmasse tanto com o grande burgo estremenho se cheirasse ou adivinhasse a sujeira que povoa actualmente o Liz. Ainda assim, a beleza de Leiria vive muito de um comboio que não passa lá, da auto-estrada zunindo uns quilómetros ao lado, do lugar cativo da Rainha Santa naquela espécie de varanda do castelo, de tudo o mais que fica sempre por conhecer. E julgo ser muito.

Talvez o morro e a sua célebre fortificação sejam o magnete que atrai a parte maior da sua riqueza arquitectónica. A deixar-nos entrar no mundo belíssimo dos becos e dos silêncios. Onde, possivelmente, depois do crime do Padre Amaro nada mais aconteceu a chamar a atenção dos jornais...

O que digo, é crível se explique no alívio, vão lá muitos anos, sentido ao passar Leiria, a caminho de Lisboa. Era um marco: o pior da viagem, aquela infinda travessia pelo coração de vilas e cidades, ficara já para trás. Daí para a frente seriam rectas, sobretudo...