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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Nada de confusões

João-Afonso Machado, 15.07.13

A classe política está em autêntico delirio. Tem um Verão inteiro para politicar - aos berros, da banda da Esquerda radical, borbulhando despeitos e acusações mútuas entre a mais moderada e os partidos da Direita, coitados, cada vez a perceber-se melhor quão falhos de competências. O tema é obvio: uma conjugação de esforços de salvação nacional ou eleições antecipadas.

A iniciativa coube ao Presidente da República. A serem - quem acredita? - bem sucedidos os seus estratagemas, Cavaco garante um lugar na História. Por ter conseguido o que, em todo o Constitucionalismo português, apenas El-Rei D. Carlos e João Franco haviam logrado: mais do que a tolerância, o apoio do Partido Socialista de então aos regeneradores-liberais. Atrevimento esse, aliás, que custou a vida aquele desditoso monarca.

Mas - nada de confusões. Socialistas como Batalha Reis ou Augusto Fuschini, apoiantes do chamado fortalecimento do poder real, tinham lido Saint Simon, Owen, Proudhon... Como eles, Eça, Ramalho, uma boa e sã parte da geração de 70. Karl Marx nunca entrara na gaveta em que Soares o colocou porque nem sequer de lá saíra. 

E, liberal puro (qual Estado Social!), Afonso Costa tratou imediatamente, implantada a I República, de lhes demonstrar o respeito que lhe merecia o seu utopismo. Durante umas décadas não tornou a falar-se de socialistas e os de agora não prestam.