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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Resquícios do PREC

João-Afonso Machado, 04.06.13

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Em 1975 era assim. Os partidos da Direita (então cautelarmente do Centro) organizavam os seus comícios, as suas sessões de esclarecimento. Por todo o País, à excepção do Alentejo de que os comunistas se tinham apossado. Eis senão quando um ruidoso - que não numeroso - bando de "democratas" da Esquerda revolucionária irrompia sala dentro com impropérios e ameaças, ante umas centenas de assistentes mudos e quedos, paralisados pelo medo. Com a Polícia absolutamente desautorizada, umas Forças Armadas tendenciosas e contemporizadoras, competia às "seguranças" (à juventude dos partidos) livrar os seus líderes de perigos maiores. Assim muitos recolhiam a casa de cabeça rachada ou nariz à banda.

Nada disto impressionou o PS, até que Soares - também ele - se viu apertado e insultado quando pretendia discursar no 1º de Maio desse ano. Os comunistas tinham ido longe demais. Mário, despeitado, curvou à direita, fez por que a Direita acreditasse e confiasse nele, papou as eleições ao PPD. E, em desespero de causa, ao vê-las perdidas para o seu rival em 1978, era o que mais berrava apelidando Sá Carneiro de «caloteiro».

É bem a encarnação da República, o senhor de Nafarros!

Mas já no Verão desse terrivel 1975 o povo português se revoltara contra a tirania comunista, por vezes com excessos - essencialmente destruindo sedes do PC e similares, assim como estes haviam procedido uns meses antes. Para a História ficou, porém, somente a segunda parte do filme. Sinal preocupante de que a Esquerda ainda fala mais alto e não abdica do guião respectivo.

Porquê recordar isto tudo? Unicamente devido às imagens televisivas de ontem em que um membro do Governo saiu sala fora ante o boicote de uma dúzia de sindicalistas e o silêncio amedrontado da esmagadora maioria dos presentes. Teremos nós voltado aos ominosos tempos do caciquismo e caceteirismo m-l?