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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Esta última boutade de Belmiro

João-Afonso Machado, 20.03.13

Belmiro de Azevedo, por momentos esquecido, veio à ribalta falar um pouco de si e do seu contorverso ideário. Sem dúvida, é de hesitar como classificar a sua mais recente intervenção pública: se do mais refinado descaramento - o terceiro homem mais rico de Portugal augurando salários baixos para a generalidade dos seus concidadãos - se de lucidez qb e coragem bastante. Não porque se deseje sejamos um País de mão-de-obra impreparada e barata. Não, também, porque se deseje um País de mão-de-obra estéril, pelo menos enquanto não salta para o lado de lá das fronteiras.

E talvez fosse a isso que Belmiro se queria referir.

Evidentemente, choveram os protestos, vivemos, afinal, a ditadura do "politicamente correcto"; e o sindicalismo nacional logrou um lance de raro brilho para ressuscitar todo a loucura marxista-leninista. Ninguém os calará tão cedo, tal qual os saudosos tempos da "classe operária".

A verdade é que Belmiro tornará às delícias do seu mundo áparte. A Esquerda perseverará na sua caça às bruxas. A malta não deixará de engrossar manifs a pedir menos trabalho e mais salários - em nome da produtividade!...

E Belmiro (tiradas de mau gosto à margem) vai-se rindo com o panorâma. Não é que faça bem. Mas outros mais farão como ele: aqueles que trabalharam enquanto os outros reivindicavam.