Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Machado, Fm

João-Afonso Machado, 17.03.13

Nessa época remota, os Cream chegaram à Praia da Leirosa, com o seu Disraeli Gears e muito psicadelismo. Vinha com eles, também, a guitarra de Eric Clapton e música que obrigava a pensar, eles apoiados nos ombros delas e elas nos deles. A faixa Sunshine of Your Love ainda se ouvia nas noites de passeio ao luar, lá para as bandas da escola, onde era costume montarem-se as tendas de campismo.

Depois sumiram, e só esporadicamente nos encontramos - sempre com a devoção de outros tempos.

 

 

No adeus ao Inverno

João-Afonso Machado, 17.03.13

A rotina no quartel é o entra-e-sai das ambulâncias, o cessa-e-começa dos piquetes; ou o ginásio e as aulas de dança, depois do horário de trabalho... A época pascal traz consigo outras efemérides, a fanfarra principia, por isso, os seus ensaios. E hoje foi à rua, em direcção à Matriz velha. Atrás dela o desfile, creio bem, das velhas guardas, a vez dos mais medalhados. Em farda de gala e solene marchar.

Era a missa dos Voluntários de Famalicão. Porque assim os intitulou El-Rei D. Carlos, - da Real Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de V. N. de Famalicão. Manhãzinha cedo. E a cidade acordou com o ribombar dos bombos, espreitou à janela e desceu à porta, acompanhando a manifestação. Como sempre procedeu desde a derradeira década de Oitocentos, aquando da fundação da Corporação. Uns tantos por curiosidade; a maioria porque entre os que marchavam sempre se descobria uma cara conhecida, um primo, um amigo, alguém das suas relações.

No regresso ao quartel, após as solenidades, parecia já o triunfo dos césares. Seguir-se-ia o almoço de Páscoa dos Bombeiros. Vive-se muito destes abraços entre conterrâneos fora da impessoalidade dos grandes centros urbanos.