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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Inaugural

João-Afonso Machado, 07.10.12

Um estranho correr das coisas pôs-nos em hoje, um dia depois da caçada. Ou, talvez melhor, da caçadinha. Ali pelas cercanias, perdizes soltas na hora, tombadas no primeiro levante porque ao segundo já as matas as tragariam. As cadelas fizeram o melhor que sabiam. Resta o resto da época, a miragem alentejana, um cheirinho de Douro... E a nossa romagem de todos os anos a Monfortinho?

A crise é tremenda. As noites nem tanto. O tempo corre e já foi ontem. Felizmente ainda consegui limpar a espingarda.

 

 

Descomposta e feiíssima

João-Afonso Machado, 05.10.12

J:\FOTOS\PORTUGAL - LISBOA E PORTO\LISBOA\MANIF 12

Lisboa, um milhão de habitantes, nunca menos. Presentes, esta manhã, às cerimónias comemorativas da tolice republicana, 50 gloriosos ético-cidadãos. Mais os cavalheiros da "Situação", todos eles transpirando felicidade e bem-estar, sempre altivos nas suas montadas de alta cilindrada. A bandeira rubro-verde foi hasteada de cabeça para baixo - estava de saias e toda a gente lhe viu o rabo. Por sinal, disforme. Absolutamente inestético.

A Imprensa comentou, os portugueses gargalharam, os «deuses» falaram, os augures transmitiram: é escolher - de hoje a um ano, ou Portugal ou a República.

Porque a Nação em defenitivo rompeu com este regime madraço e proxeneta.

 

 

 

 

 

Amanhã

João-Afonso Machado, 04.10.12

Os portugueses de hoje vivem horas nunca antes vividas de desesperança. Numa visão mais imediatista, não será exagero dizer experimentam o atroz momento de agonia, a percepção de uma morte inevitável e próxima. Já sem querer saber de razões e opções. Sem folego para a política ou as alternativas que os partidocratas possam oferecer.

Quem terá ainda ânimo para festejar o Cinco de Outubro republicano? Ninguém, indiscutivelmente.

Bom seria, no entanto, aos portugueses não passasse despercebia a extraordinária importância do dia de amanhã. Em que se comemora - acima de tudo, sobrevoando o Tempo - o princípio da Nacionalidade. E em que o representante da nossa Casa Real, no Palácio da Independencia (aonde, senão aí?) se dirigirá a todos nós.

E bom seria todos nós o ouvissemos.

Porque não haverá criticas de ocasião nem juízos sobre este ou aquele. Somente o apelo ao que nos resta no fundo da alma - a nossa orgulhosa condição de portugueses, multissecular condição de que, afinal, ainda não apareceu quem queira abdicar.

Sua Alteza Real, como sempre, colocará os seus préstimos ao serviço do Regime vigente. Como El-Rei D. Manuel se dispôs a colaborar com a República que o exilou, a bem de um Povo sofredor (por razões menores) com a sua inclusão no drama da 1ª Grande Guerra.

Sua Alteza Real não personificará culpas. As suas palavras serão de solidariedade, tão-só. Connosco. Ao nosso lado.

Saibamos interpretar a sua mensagem e o seu lugar.

Enquanto isso, deponha Soares & Cª, definitivamente, uma sepulcral coroa de flores aos pés da estátua de todos os Antónios Josés de Almeida. De uma vez para sempre. E ouça penitenciadamente o que tem o Chefe da Nação a dizer ao Povo português.

  

 

 

 

Do filósofo G. Alves

João-Afonso Machado, 02.10.12

O futebol é, realmente, o retrato fiel do estado da Nação. Enfim, melhor será corrigir - do estado do País, esquecendo impagáveis episódios como a célebre greve de Saltillo, em pleno Mundial de 1986, além de outros mais...

As comparações acabam por ser resumiveis: a turbamulta sedenta de resultados favoráveis, copiosos e fáceis; os dirigentes sentindo sempre o aço - o bronze... - frio da espada de Damocles sobre os pescoços propriedade dos seus seres; e a consequente e incontornável instabilidade absolutamente imperante.

Mais as corriqueiras habilidades fiscais e um ou outro escândalo a apimentar as conversas de café. Nesta República de treinadores de bancada.

Que me perdoe o meu caro Amigo João Távora, mas o seu Sporting Club do nosso Portugal disto mesmo dá conta. Acabo de ler que o 1º Ministro Sá Pinto ou apresenta resultados imediatos ou parte para o exílio. A bem - ou chumbado como um coelho qualquer.

Acho optimo que a malta seja exigente. Deveria, porém, ser menos impaciente. O ninho faz-se, mas o pardal só leva no bico uma palheira de cada vez.

 

 

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