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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Ridiculo, não fosse dramático

João-Afonso Machado, 01.06.12

«Nunca faltei à verdade!» - proclamou Miguel Relvas na Comissão Parlamentar, onde se engasgou sobre a realidade de todos nós, seres humanos, todos nós mentirosos, uma ou outra vez na vida. Ser politico é ser capaz de dislates de semelhante calibre.

O contexto é conhecido da generalidade das pessoas. Os pormenores ficam para os preciosistas. Quem ainda guarda paciência para o caso das "secretas" e do Silva Carvalho e das conexões com a Imprensa, as ameaças de divulgação de sabe-se lá o quê?

Nada acrescento. Nem podia, lendo nos jornais, em diagonal, semelhante porcaria. Retive apenas o que me pareceu importante. A substância, aliás aterradora.

A saber: uma vez mais (revejam o passado e confirmem como assim é), o nº 2 do Governo aparece envolvido em cenários menos explicáveis. Já agora, haja consciência que os nº 2 dos governos da República são, por norma, os nº 1 dos aparelhos partidários vencedores nas eleições. Exceptuando os casos de coligações pré-eleitorais, modalidade esta a servir, cada vez mais, apenas de último recurso político...

Depois do prolegómeno, o sumo. Isto é, a omnipresente promiscuidade entre os poderes de Estado e os negócios dos negociantes. Os abraços  dos interesses económicos e os seus convites para almoçar com o serviço público...

E finalmente, o lado caricato da questão. Onde, justamente, se fala em "espiões". Espiões!, neste devassado país em que a droga circula livremente, os terroristas também, e todos sabemos da vida de todos? Por amor de Deus, não confundam espionagem e "cusquice". Esta amola, aquela mata, e não há memória de sangue vertido, precisamente porque o sol português consente pouca sombra e nenhuns segredos.

O soluto politico-económico envenenou e contina a envenenar o País. Convinha imenso  a "virgem" Passos Coelho percebesse tal fatalidade, a tempo de não engravidar do obsceno e poderoso maçonarismo.

De resto, os ventos não sopram a favor das brincadeiras: quem se lembra já qual a pasta sobraçada por Miguel Relvas? Sim, porque ele é ministro!