Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Morreu!

João-Afonso Machado, 20.03.12

MINHAS FOTOS 042.jpg

Trouxe-o como um adoptado e instalei-o principescamente por todos os cantos da casa e o sol da varanda inteiramente por sua conta.

Nesse ripanço suave passava os seus dias, com uma ou outra saída fortuita, desde logo quando sentia aproximarem-se os cães, de quem não gostava particularmente. Ou para caçar qualquer rato, um esquilo, uma lagartixa... Era o Costa. Morreu neste último fim-de-semana. Sem que eu sequer soubesse estava doente, sem que alguém me comunicasse tão triste perda.

Foi por um amigo que ouviu de uma prima...

O meu exilio citadino tornou-se mais doloroso ainda. O Tempo, essa enigmática realidade que me consome o pensar, um pedaço de gelo mais frio ainda. Implacável, furiosamente implacável! Quantos bocados de vida o Tempo, maldito, não tem ultimamente lançado ao Passado, sempre com a maior brutalidade?

Além de inexplicável, além de incontrolável, o Tempo tornou-se violento. Surprendentemente caprichoso. Palpita-me que o velho Gato Costa perdeu a pachorra para o aturar. Vai daí, enquanto se apagava, de um pulo refugiou-se na minha memória, o único sotão onde o Tempo não consegue causar mossas. E por cá se manterá, naquele seu inconfundivel ronronar.

 

Promissoras impressões

João-Afonso Machado, 20.03.12

A gente lembra-se de Campos e Cunha a deixar espavorido a pasta das Finanças num dos Governos de Sócrates; lembra-se de Sousa Franco comentar, um pouco alto de mais, que o seu sucessor Pina Moura era, em Portugal, na mesma pasta, o pior ministro desde o reinado de D. Maria II; lembra-se, enfim, da "Picareta Falante", do "Pinóquio" e de toda a sua desastrosa envolvência... E atenta agora na segurança com que Vítor Gaspar fala e se faz ouvir entre inconstestáveis especialistas nos EUA; na segurança com que adianta políticas, prazos, objectivos. É impossivel não retirar a confortável conclusão de que caminhamos para melhor.

Ninguém se alheia da realidade: o futuro, além do mais, não está apenas nas nossas mãos, o mundo transformou-se numa caixa de surpresas e imprevisões. Mas nas mãos em que a actual governação do País recaiu há indiscutivelmente vontade, ciência e, coisa rara, seriedade.

Ou serão estas minhas palavras fruto somente de excesso de optimismo, cegueira política, ingenuidade e ignorância, enfim?