O apito parado
É notícia: há praticamente um ano, o processo "Apito Dourado" está quedo. Na Relação do Porto, onde subiram uma série de recursos. Porquê? Porque um acordão, entretanto proferido, não foi devidamente notificado aos arguidos - Valentim Loureiro e José Luis Oliveira. Ou seja: faltou a carta registada. Ponto final.
O Ministério Público acabou por se insurgir contra a situação, pretendendo apurar responsabilidades pela demora. Daí o douto despacho - «Trata-se de incidentes estranhamente anómalos num processo com as características do presente, mas que seria conveniente encontrarem cabal explicação que se promove seja obtida junto dos senhores funcionários encarregados da tramitação».
Será necessário acrescentar algo?
Somente, talvez, terem ocorrido diversas prescrições, entretanto, que os arguidos não esqueceram de invocar... Sob ameaça de, caso seja decidido em contrário, avançarem para o Tribunal Constitucional.
Assim vai a Saúde em Portugal!!!
Entrementes, mais a sul, Isaltino Sem-Pavor, à força da espada, obtem contra os mouros êxitos idênticos.
Ah!, Ourique!, Ourique!

