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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Direcção: Douro

João-Afonso Machado, 16.02.12

Era o entrelace dos números e das previsões, rua abaixo. Fora da hora, longe do aroma próximo do Douro. Como se a beleza dependesse de alguma agência internacional de rating. Eu caminhava perdido.

Rua abaixo, pois. Com o coração no rio e os ouvidos assoberbados por contas. Afinal - pensei - não há viver e sentir, apenas aritmética.

Precipitação minha. O tempo se encarregaria de me explicar os azuis e os tufos de erva coroados de flores. A modos de não sei que poesia ditada e palrada no gramofone. Onde pululam lágrimas, dizerzinhos, e frases mansas escondendo intenções vingativas.

Tudo há muito tempo já. Mas sem me proporcionar o tempo bastante para eu contar as folhas que restavam no plantio da Rua D. Pedro V, em qualquer estação que já não recordo qual foi.

O Douro esperou essa tarde toda. Honra lhe seja feita. Muito senhor, tão capaz de perceber a diferença... 

E ainda agora não sei se na rua fazia sol ou me acobertava a sombra.

 

 

O Movimento Monárquico nas redes sociais

João-Afonso Machado, 16.02.12

E:\IMAGENS\LISBOA\LX NOVA\PUBLICIDADE REPUBLICA.jp

Sentado à banca da minha página FB, onde diariamente vou vendendo o meu peixinho escrito e fotografado, lá assisto ao crescendo de grupos monárquicos, tantos deles a convidarem-me para aderir e participar.

A divulgação do Ideal está indubitavelmente garantida. Restará saber em que moldes e, sobretudo, se em conformidade com uma estratégia coerente e eficaz. Tendo por assente que o que é... - é, e ninguém se arroga o poder ou a possibilidade de controlar o incontrolável. Cada pessoa é um potencial criador de um grupo facebookiano. Aberto ou fechado.

E vai-se detectando uma certa propensão para a génese de grupos pressupondo amizades (não virtuais) ou mesmo a proximidade regional, por muito que as redes virtuais esbatam as distâncias quilométricas.... Quando não - e tanto à nossa moda - a dissidência, as desavenças inter-membros. Episodicamente, fui assistindo a discussões públicas sobre temas que, mesmo em privado, o sentido da conveniência ou do ridículo deveria evitar e calar. Mas, enfim...

... Enfim - já se percebeu a tendência: os grupos desdobrar-se-ão em grupos, as páginas em mais páginas. A sugestão de uma entidade congregadora nem é audível neste fervilhar activíssimo dos comensais monárquicos do FB. Mas nada disso terá a mínima importância se na hora da verdade - a hora em que o virtual deverá transfigurar-se em real e a "rua" chama por nós - nada disso importará, dizia, se as letras escritas derem o lugar às gentes suas autoras e as manifestações surjam nas datas e pelas razões adequadas. Apresentando os números registados nas páginas e grupos, mais os amigos adicionados pelo caminho.

Todos indignados com o estado a que a República conduziu Portugal.