Produção própria
O terreno foi disponibilizado e houve logo quem pegasse nele. Gente urbana, evidentemente. Não falham um fim-de-semana, chova ou faça sol. A par com as iniciativas oficiais. "Horta à porta", li hoje nos jornais... Respeitável iniciativa da Câmara tripeira. Com uma procura altamente excedentária em relação à oferta, na área do Grande Porto. Mais de 1900 pessoas aguardam a sua oportunidade, um rincão de terra para cultivarem e assim se defenderem da carestia de produtos hortícolas. Anseando pela agricultura biológica, por uns metros quadrados de segurança própria.
(A ideia não é nossa. Praticada no Norte da Europa, sempre a defendeu cá o Arq. Ribeiro Telles. Já há muitos anos...).
Com a famigerada crise, centuplicam os pedidos de um espaço, um vagar para feijões e hortaliças, sobreviver é a palavra de ordem. Onde já se pratica a troca directa.
Assim em Braga (Tibães), Guimarães, Aveiro e mesmo Lisboa (mais precisamente na Quinta da Granja, a Benfica).
Em V. N. de Famalicão, o arrendamento de pequenas parcelas para hortas há muito está em funcionamento. O sacho faz a felicidade dos utentes, descomprime-os e enche-lhes a banca da cozinha. Força nisso!!!
(O espaço que ocupo, cedo-o. É minha intenção subir no mapa até aos Arcos e à Barca. Corricando os afluentes do Lima, à cata da truta fario. Vai não vai, enriqueço no mercado das vilas centro-minhotas. Se Sócrates me aparece pela frente, vendo-lhe um ciprinídeo como fosse um salmonídeo. Ele não perceberá, mesmo engasgando-se em cada espinha que lhe entre na boca.
Para ladrão, ladrão e meio..., diz usualmente a nossa gente).

