Segredos de pedra
O mundo derrapa para norte. Irresistivelmente. Litoral acima, sobre areias deslizantes, desconhecendo invernias, de sapatos nas mãos. Não se sabe se é assobio seu, se os ventos da época, os pescadores guardam um silêncio envergonhado, olhando as ondas, as mesmas sempre, sempre no seu local de eleição. Enquanto o mundo parece ignorar o cansaço. E o silvo não pára, recrudesce, dir-se-ia entusiasmado. Mesmo sob a ameaça de perder o controle e abrir um ermitério nos confins das serranias - estranho capricho!...
Quando começou a sua caminhada, o mundo, até quando a prolongará? Eis o segredo dos deuses, eis o que lobos medievais guardam sem açaime, entre escarpas, já depois do granito inacessível.
