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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

A crise, enfim, não mais do que uma má recordação...

João-Afonso Machado, 10.01.12

Foram mais as vozes do que as nozes. A crise passeou-se por Portugal, é certo, mas sem o tão propalado "efeito furacão". E já debandou, a nossa vida retomou todas as rotinas quotidianas, aquela paz santa só gozável no céu e neste cantinho à beira-mar plantado.

E agora que os bombeiros já reabasteceram os depósitos das ambulâncias e os centros de saúde, hospitais, médicos e pessoal auxiliar voltaram ao normal funcionamento ou aos seus postos e a população vive feliz -  agora sim, o Ministério da Saúde pode debruçar-se sobre medidas legislativas já vigentes nos país (entre os quais o nosso) mais avançados. O vício assassino do tabaco foi novamente levado ao Parlamento e são de prever medidas mais restritivas - a proibição total de fumar em recintos fechados - a bem dos fumadores e de quem os cerca.

É o requinte dos governantes ao serviço dos (absolutamente saciados) governados.

Identicamente recuperou a nossa economia toda a sua pujança. E vai um tal arejo na entrada e saída das mercadorias nos portos de mar, são tais os valores astronómicos atingidos pelas nossas exportações, que os sindicatos dos estivadores e dos trabalhadores portuários optaram pela greve como meio de descansar um pouquito. Que significa, afinal, a perda de umas dezenas de milhões de euros com essa paragem?; ou mesmo a falência do porto de Aveiro?

O que mais há por aí são portos, caramba!!! E riqueza é o que não nos falta!!!

 

Memórias Vilacondenses (II)

João-Afonso Machado, 10.01.12

 

«O piso é empedrado. Mas ainda há quem o recorde em macadame, com os carris do "americano" - o "muléctrico" - que fazia a ligação Póvoa-Praia, hoje garantida pelas camionetas do Linhares. Também desde a década de 60 a Avenida sofre de lamentável calvicie, rapados que foram os seus plátanos para o alargamento da via. Evidentemente, neste cenário não podia faltar o gado bovino. Gerações e gerações de vacas percorreram a Bento de Freitas, deixando à porta dos veraneantes as quantidades de leite por estes pretendidas. Logo na alvorada, os animais eram mungidos ali mesmo, sob o olhar conferidor do freguês. "Leite do dia", via-se e cria-se».

 

(Vd. Em Vila do Conde Descendo a Av. Bento de Freitas ao Longo de Algumas Gerações, in O Tripeiro, 1993, pág. 238 ss.).