Segundo a Imprensa, o Governo está atento. Oxalá... Porque a situação não parece tranquilizadora, muito menos linear.
Temos o energúmeno Saraiva de Carvalho, de profissão "militar de Abril" (na reforma), sugerindo a revolução, a seu ver assaz mais exequivel do que a de 1974. Temos o profeta Soares augurando uma revoluçãozinha pacífica (!?) como mezinha para a Europa dos seus tempos de pregador... E temos um povo saturado, ainda mesmo no início da produção na sua vida dos efeitos da "crise".
Não custa adivinhar termos, a breve trecho, agitação nas ruas, convulsões sociais, os grandes centros urbanos em brasa, vandalismo puro e duro. Onde, talvez, os mais afoitos serão os filhos da classe média, despidos do bom-viver de outros tempos, e não os "trabalhadores", essa gente realmente habituada a trabalhar muito e a receber pouco.
Restará ver o enredo pelo lado de a quem compete zelar pela segurança e ordem públicas. Parece que o Corpo de Intervenção (CI) da PSP é efectivamente constituido por homens dotados da melhor preparação psicológica (além do demais treinamento adequado, é claro). Ainda assim convirá não esquecer que o CI não chega no minuto seguinte a qualquer cidade do País. E, acima de tudo, que é também preenchido por trabalhadores assalariados. Logo, não será a guarda pretoriana do Regime... Como as Forças Armadas também não o são, faltando-lhes com o pré...
E já se percebeu, entretanto, nada custa galgar as escadarias de S. Bento.