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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Histórias da Carochinha

João-Afonso Machado, 23.11.11

Pois é, Ritinha,  hoje almoçámos todos uma feijoada de lebre. Lembras-te? Aqueles com quem estiveste na largada de faisões nos idos em que o João Ratão te fazia o favor de se pôr em ti.

Eu vinha meio afogueado com as mais recentes novidades: pirateaste as mensagens da minha antiga página no Facebook, divulgaste-as esta noite, sem fazeres gajo algum aí na Marginal resolveste incomodar uma Senhora com telefonemas anónimos - que a sovavas, e à filha, que as deixavas marcadas, desfiguradas... Quando um dos amigos, lá no canto da mesa, lidava com um computador portátil. Nem hesitei:

- Oh António, empresta aí, fazes o favor?!

E reactivei o meu Facebook. E mostrei aos presentes a tua fronha, aqueles chapéus incriveis que enfias trunfa abaixo. Nem te conto, Ritinha, a reacção geral:

- Mas isto é um saca-rabos?

- Oh pá!, no estado em que aquilo está, melhor será chamares um canalizador...

- É um sagui a rir-se...

(porque este tem a mania que caça em outros continentes).

- Nada! Olha a trunfa: é um furão...

- Uma abetarda na época do cio, dizes tu

(isto a propósito daquela foto tua numa esteira mexicana, toda enchapelada),

- É uma gaja minorca, rapazes! Feia como a sujidade!

- Quem? Este peido amarelado?

- Com buço?

- A gaja é ganzada...

(Já não disfarças os efeitos dos teus charros nocturnos, hã?!).

- Nada disso malta: é a Paula Bobone!!!

(Quem te dera! Essa é feia, mas ao menos tem a desculpa de ser velha. Já nem dá para rir dos chapéus que usa...).

E por aí fora, o almoço inteiro, foto após foto, a tentar decifrar o bicho estranho que és, tão disfarçado debaixo da tua vassoura de piassaba. Uma animação!

O azar foi meu. Quando revelei que já tinhas estado na tal largada. Logo o dono da casa me repreendeu severamente. Que não, não queria gajas destas em sua casa. Tinha mãe e irmãs... Enquanto o folião do Joaquim, gargalhando, perguntava se não serias a mesma que se passeou o almoço inteiro por baixo das mesas.

E eu defendi-te: em ocasiões assim solenes, nunca farias serviços desses, escondida entre as toalhas.

Mas deves acalmar. Só para não me apetecer revelar as tuas especialidades. Sei-as todas. E não são bonitas.

 

Feijoada de lebre

João-Afonso Machado, 23.11.11

Veio, no último fim-de-semana uma carga pesada oriunda de Beja. Lebres! Nem todos estivemos lá, mas o repasto chegou para a maior voracidade. No Morfeu, da Maria Jorge, como de costume. Ninguém perdeu: as lebres não foram comidas por animais daninhos, os mantedores da Zona de Caça ganharam o seu e nós banqueteámo-nos - homenageando o António de S.C., nas suas 52 primaveras.

A regadela efectuou-se à custa de bons vinhos do Douro.

Sobre a mestria da cozinha, a apontar o usual - excelente!!! 

Em mais um impulso para a economia nacional...