Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Vitória conservadora em Espanha

João-Afonso Machado, 21.11.11

A grande novidade estará nos números expressivos que deixaram o PSOE tão atrás do PP. O resto era esperado. E o significado de uma assim estrondosa vitória reside essencialmente no protesto bem vincado com que a maioria dos espanhois se quis despedir de Zapatero.

Quanto ao mais... É sabido o lema de governação socialista: onerar os trabalhadores e as famílias, tributáriamente, para desse modo justificarem o seu sacrossanto "Estado Social". Quer dizer: carregam nos impostos e descarregam depois em serviços aparentemente públicos. E pregam ao cidadão os benefícios desta política proxeneta, omitindo, por isso mesmo, a verdadeira origem dos dinheiros com que a levam a cabo.

A Mariano Rajoy não restarão mais alternativas do que as cá herdadas por Passos Coelho. Também ele terá de cortar à despesa do Estado, abater o déficit maldito, tentar a proeza de pôr um pouco de ordem nas finanças do País. Como? À custa da população. Por via dos impostos. Ou entregando a quem sabe a gestão dos serviços públicos.

Nada de novo na Peninsula, pois. A palavra aos sindicados, aos "indignados" e, fatalmente, à policia de intervenção. Ver-se-à se os Executivos ibéricos conseguem aguentar e consolidar o que os grevistas pretendem de vez destruir.

 

Do Castelo do Queijo até Matosinhos

João-Afonso Machado, 21.11.11

Como se ao fundo, no castelo, entre as ameias, alguém escutasse o oceano com um óculo imenso e esperasse... Assim a tarde inteira, mesmo quando o sol já caía, ouvindo a distância, esse eco jamais localizável. A distância, pois, o muito além dos nossos desejos, a réstea que nos escapa, o infinito.

Assim a tarde inteira...

Enquanto tal, ao longo da amurada gente passeia sem ambições. São os que nos ensinam todos os dias os trilhos simples da existência. Para quê tantas palavras, tantos gestos, a oração de olhos postos em não sei que desejo? Para quê? Se ainda ao menos fosse necessário demonstrar que enfentámos o medo...

Não, o sol de domingo é um livro inteiro de sapiência! Na infinda vastidão do não querer.