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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Duarte Lima

João-Afonso Machado, 18.11.11

Fui contemporâneo de Domingos Duarte Lima na Faculdade. Na altura presidia ao coro da Universidade, era o seu maestro, um homem simples, aparentemente sem ambições além do curso. No meu regresso ao Norte perdi-lhe o rasto até o descobrir na televisão, já influente no PSD, então dominado pelo cavaquismo. Outros haviam. Não estranhei.

Depois foi a celeuma suscitada pelo Independente. Saiu-se bem, e em nada desconfirmei a opinião criada nesse breve convívio. Até porque, sem nos darmos pessoalmente, subsistia a circunstância de virmos ambos da Provincia, ele mais profundamente do que eu.

Hoje é o que se sabe. Ou o que se vai sabendo. Concretamente, a Provincia de Duarte Lima caiu no esquecimento. Permaneceu a Capital. E os negócios. Parece fora de questão o seu aparato de vida na Visconde de Valmor, no Algarve, em Oeiras. E o processo judicial em curso. Sob a espada (não da Damocles) mas da prisão preventiva.

A minha interrogação é curta: porquê? Porque Duarte Lima, a ser verdade o que o acusam, entrou na série de ilicítos de que vem indiciado? Qual a necessidade de um homem de condição simples, querer subir tão alto?

Ainda agora me custa admitir a verdade das imputações do patrono desse coro que me dizia, a horas tantas: «V. está completamete desafinado!».

Pois devia estar. Felizmente, no meu regresso à Terra, a Política nunca me chamou. Lisboa não me deslumbrou. Fiz a minha vida pacatamente. E, sinceramente apiedado, só lamento não saibamos manter o ritmo. Quero dizer: não dar tanta importância à riqueza, ao prestígio, ao poderio.

Ao Colega Duarte Lima, amigavelmente desejo demonstre ser tudo um equívoco. Senão...