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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Das "Memórias de um Átomo"

João-Afonso Machado, 11.11.11

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«Naquelas eras a política era feita por gente fera, vertical, de “antes quebrar do que torcer”. Cavaleiros que cavalgavam o território e se prestavam a servir os povos. Chegados a qualquer comunidade, o costume determinava: repasto (sinal de serem bem-vindos), troca de oferendas, convergências de esforços, as populações deles dependiam.

Assim Armando Vara atingiu o litoral inóspito. Consigo, um caixotão de alheiras transmontanas. O seu anfitreão, Manuel Godinho, homem da beira-mar, aguardava-o com robalos, milhares de robalos, e o lendário pão-de-ló das terras de Ovar.
Vara (ou Variato, como querem alguns historiadores), sentiu o Interior menormente representado. Além de ainda não trabalhar o ferro – onde Godinho era mestre - esquecera o amaciado mel de Montezinho, falha de que não havia memória desde os Reis Magos. Titubeou. Submeteu-se. Estava nas mãos do cacique do litoral.

Variato (ou Vara, designação mais das gentes) e os seus escudeiros submeteram-se. Tudo aceitaram, a troco de largos punhados de moedas de ouro. Diz a História que empenhou o seu senhorio de Vinhais… Tudo a bem das populações sob a sua alçada.

E foi por isso que José Penedos, um seu apaniguado, endereçou responsabilidades ao próprio filho, Paulo Penedos, formado em Cânones. De corda ao pescoço, qual Egas Moniz, um retardatário. Era a lei poderosa, ditada, segundo os usos, do alto das penedias do tempo. E Ana Paula Vitorino, Secretária de Estado dos Transportes, indigitou o seu favorito, Luís Pardal, presidente da Refer. Porquê?
Porque o agreste clima do Nordeste merecia mais. Conforme as “memórias” do próprio Variato.

Gente heróica do início da Fundação. Que a História de agora facciosamente quer fazer esquecer».

 

(Com a devida autorização do meu Amigo J. da Ega, a quem muito agradeço, e após consulta dos anais do rico-homem Armando Vara.)

 

Previsões meteorológicas

João-Afonso Machado, 11.11.11

Serranias enevoadas, percursos sem bermas nem avisos. Somente no rasto dos D. Quixotes, versão actual, hélices possantes porque já não contemporizamos com o pano das velas. Do lado de lá do cinzento, depois da curva, um verbo qualquer para conjugar em riqueza ou vazio. É uma caminhada tacteante onde muitos desistiram com medo da ribanceira. Sigamos sempre...