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A gente passa o dia à secretária, em casa, de volta dos processos, da papelada, dos escritos. Na companhia do ancião, a quem as pernas pouco ajudam, coitado. Nada como um fim de tarde ao ar livre, de arma na mão, a olear a pontaria para depois do defeso.
Em Matosinhos, no Clube de Caçadores. Para onde convergem os amigos, ora mais, ora menos, no arrear das terças-feiras. A dar uns tiros aos pratos.
O ancião também foi. Na maior excitação enquanto ouvia o estampido, seu companheiro de tantos anos. Fartou-se de ladrar e esboçou o seu passeiozito pelo campo, decerto na vã esperança de alguma perdiz aninhada entre a vegetação.
Comecei bem e acabei assim-assim. O sol poente é, para tanta coisa, dos mais belos e úteis laranjais. Mas não para fazer de pano de fundo do lado de lá dos canos da espingarda.
E, sei-o perfeitamente, fica mal a imodéstia. Mais ainda a gabarolice... A verdade, porém, é que ganhei folgadamente a pranchada. Vamos a ver se na próxima semana o ritmo se mantém.