Linha do Norte
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É um traço assinalável do percurso sem outras notas dignas de realce. E com muita escassez de água, pródigo em madeira fácil dos eucaliptos, casas, casinhas, casinhotos… Mais um túnel desenfreadamente para o breu abissal, o anseio de mudança a instalar-se-nos no espírito. E, por fim, o castelo, no cocuruto da elevação.
Não sem que antes o castiguem e o humilhem panóplias repletas de indústrias e urbanismo. Uma caterva de prédios desmesurados a impedir o tiro certo da fotografia. Muitas foram as tentativas… até à pontaria milimétrica, mortífera, no intervalo de duas torres de betão – a trazer comigo os almejados torreões!
Porque com eles vieram as glórias e as misérias da História, o silêncio dorido do exílio, as raízes elevando-se sobre as ramagens, não haverá quem as pode ou lhes dê formas decentes?
