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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

"A violência é um desporto"

João-Afonso Machado, 20.04.11

O aforismo é da autoria de um intelectual anónimo, membro das claques benfiquistas - «a violência é um desporto», escreveu ele, algures numa parede perto da Luz. Assim se começam a perceber melhor os repetidos conflitos entre os adeptos encarnados e as forças policiais. Afinal, será tudo uma questão competitiva, mesmo de manutenção da saúde fisica.

Iria mais longe: violência e crime andam geralmente de mãos dadas. Legitimamente poderemos, então, questionar se o o ilustre pensador que assim se exprimiu, acerca da brutalidade, não aceitará também levar o ilícito penal quiça até às Olimpíadas...

E não apenas. Dada a vaga de assaltos a gasolineiras, caixas multibanco, ourivesarias... - eis não mais do que a adrenalina no seu auge, mediante riscos apesar de tudo comedidos e proveitos usualmente rentosos.

Evidentemente, são só alguns a pensar deste modo bizarro. Os bastantes, porém, para assegurar a nossa insegurança. E com tendência, estou convicto, para crescerem em número.

Era prudente todos meditarmos nestas máximas e nesta realidade.

Já me esquecia: vamos à final da Taça. Sem dúvida o azul-branco são as nossas cores de sempre. Do futuro também, por isso.

 

A ruptura social

João-Afonso Machado, 20.04.11

A alusão de Carvalho da Silva, ontem, em entrevista televisiva, a uma previsivel "ruptura social" não traduz própriamente uma preocupação - antes uma clara ameaça. Dirigida à "Direita" que povoa de fantasmas o seu sotão, mas atingindo em pleno, obviamente, o País e os portugueses no seu todo.

Na realidade, já se percebeu a irredutibilidade de posições dos agentes políticos e dos parceiros sociais. Somos assim, mesmo nas piores alturas...

À esquerda do PS, o objectivo reside agora em colher dividendos de uma situação impar na nossa História. Uma situação de efectiva miséria para muitos, muitíssimos infelizes, sem dúvida.

Entre os restantes partidos, impera a preocupação de endossar responsabilidades. E o medo - claramente - de enfrentar a ira popular. Talvez também pela primeira vez - e não apenas no que respeita ao negócio político...

E tudo para quê? As medidas restritivas do FMI não se farão sentir antes das eleições. Não aproveitando, assim, à Esquerda comunista. E para os portugueses, o estado da Nação é obra (maldita) da classe partidária, a quem imputam culpas conjuntas.

Árduo trabalho, o do FMI, afinal, confrontado com tais interlocutores. E árduos dias nos esperam. Dias, sem dúvida, de agitação e tumultos, sobretudo nos grandes centros urbanos.