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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Coelho ou Bugs Bunny?

João-Afonso Machado, 28.01.11

O homem, afinal, sabe-a toda. Tolo? Tolos somos nós. Fez a sua encenação, agitou a suástica, imitou o Big Ben. Candidatou-se à Presidência desta República - que não o desmerece - e multiplicou os disparates em campanha.

Depois veio o resultado, mano a mano com o nosso partido albinista. Surpreendentemente.

E, com o resultado, veio também a Comunicação Social...

Fatalmente, o homem apresentou-se à entrevista televisiva. Com uma gravata da moda, o nó quase bem dado. Num falar de onde tinha fugido todo o surrealismo, restando apenas o sotaque, aliás simpático.

Sobretudo - frise-se - o discurso era outro. Os projectos também. A neblina dissipou-se, Manuel Monteiro e Baltazar Aguiar eram um fumo longínquo. Agora é o Coelho e a sua meta: o Governo Regional. Santa paciência, meus senhores!, parecia ele dizer, como se roesse a cenoura à porta da toca, home, sweet home...

Do se passado só ficou, ao que consta, o emblema do PCP sobre a lareira da residência.

(- O PND-Madeira não é um partido reaccionário - afirmou, à laia de aviso à navegação...).

Realmente, a Política não se ensina. Aprende-se. Nem deve ser levada a sério. Apenas como um fait-divers.

 

 

António Barreto, sempre ele!

João-Afonso Machado, 28.01.11

Consta ser socialista. Será. Para mim, é, sobretudo, o politico mais sério e realista, das raras excepções que não desonram os portugueses. Daí a expectativa com que me sentei para mais uma Grande Entrevista de Judite de Sousa. Mesmo porque, obviamente, a conversa incidiria sobre as Presidenciais. Vale dizer, sobre o regime republicano.

Como de facto. E, palavras suas, o cargo em questão é um factor perturbador, quando devia não ser, do equilibrio politico-institucional. Quando devia não ser...

Desenvolvendo o seu raciocínio, António Barreto frisou a fortíssima união de que o País carece, e da qual está impedido, por via da elegibilidade da Chefia de Estado. Nomeadamente, neste crucial momento de sobrevivência, a congregação Presidente / Governo afigura-se-lhe imprescindivel, mas torpedeada pelas querelas partidárias envolventes. Torpedeada, ou seja, levada ao fundo do mar. Afogada.

Barreto defendeu ainda o modelo constitucional parlamentar. Muito bem. Uma opção já experimentada na 1ª República, com um Presidente eleito por um Senado. Conhecem, lembra-se dos resultados? Têm presente o produto do império dos Partidos?

Sobre o tema, a sua afirmação final é, no mínimo, premonitória: se não houver uma grande reforma, haverá uma revolução.

À atenção de cada um... E de todos.