Vindo do fim da Beira
Sábado, domingo, amanhã... todos os dias são de granito e quietude, esverdeados, com espaço para uma imensidade de ruidos e sensações. E o Tejo que se comprime ali, entre as Portas do Rodão, será o mesmo Tejo cosmopolita e atarefado dos lisboetas?
Nesta recentíssima eleição das "Sete Maravilhas Naturais de Portugal", inquestionávelmente se juntaram ao pelotão da frente as Portas do Rodão. Nem sequer a ponte metálica parece capaz de produzir estragos na paisagem, somente realçando a proximidade entre a Beira Baixa e o Alto Alentejo.
As elevações circundantes congregam esforços na manutenção deste mundo inóspito. Os grifos criam nas penedias e, onde riscam no ar os seus circulos esvoaçantes, é onde agoniza no solo, sedento, o borrego perdido. Talvez nos matos, ricos alfobres de javalis, veados, raposas... A ponto de ser necessário, por vezes, deles proteger a pouca lavoura que se faz na região.
Nesse pinhal onde os matilheiros estão entrando com as suas matilhas, foi ontem a derradeira corrida de muitos daninhos javalis, de outros tantos veados também.


