Ardendo em verde
João-Afonso Machado, 13.02.12
Labaredas de verde perpétuo subindo uma chaminé sem fim, alouradas pelo sol como se o Inverno fosse uma fantasia. E, cá em baixo, a acendalha, pequena mas áspera, comburente de ideias e momentos sem par. No instante da ignição da pira silenciosamente inofensiva, acolhedora, filha de um deus bom.
Olho-a na tristeza de não ser o meu lugar na História. Ou na incerteza de qual o meu recanto no Mundo. Sempre esperando desencantar alguma semelhança com esta caixa de fósforos e de sonhos. No mesmo acorde da brisa e das águas do ribeiro.
