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MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

MACHADO, JA

A minha escrita, a minha fotografia, o meu mundo

Uma feira como deve ser

João-Afonso Machado, 28.08.11

Quando isso sucedeu, achei que estavam atentando gravemente contra a minha liberdade e reagi de forma muito desagradável. Porque não tenho por hábito obrigar quem quer que seja a acompanhar-me a feiras de velharias ou antiguidades, mas não existe poder no mundo capaz de me afastar destes momentos mágicos. De fascínio a tocar as raias da loucura, se quiserem.

A de hoje decorreu em S. Martinho do Porto. Principiei comprando uma miniatura automóvel que já possuia, porque já possuia toda a colecção respectiva. Simplesmente... faltava-me a caixa de origem daquela e o feirante não a vendia separadamente.

Mais à frente, transaccionei a miniatura em outra banca, guardei a caixa e comprei uma Peugeot J7, viatura de apoio no Tour de France.

Depois... Também me questionei se uma velha balança décimal não faria jeito (mas temos uma ainda, operacional), planeei regressar ao Norte de Solex, zero de portagem, pouco mais de combustivel (o pior é o risco de chegar atrasado à diligência judicial de quinta-feira, no Porto...) e mantive-me prudentemente afastado do sector alfarrabista.

Resisti com galhardia às canetas de tinta permanente, aos relógios, às molduras, aos postais antigos, às facas e espetos, à armaria remendada, irremediávelmente peças raríssimas, nos dizeres dos seus proprietários, por vezes quase convincentes.

A tudo resisti. Já sem forças na carteira, é claro.

 

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